Será apresentado amanhã, no 49º Salão Aeronáutico e Espacial de Paris
Le Bourget, o ZEHST, (Zero Emission Hypersonic Transportation), um avião
hipersónico que entrará em funcionamento comercial a partir de 2050.
Com capacidade para 100 pessoas (no máximo), este veículo pode atingir a
velocidade de Mach 4, ou seja, quatro vezes a velocidade do som – entre
4800 e 6000 quilómetros por hora – duas vezes mais do que os seus
antecessores Concorde e Tupolev Tu-144.
Com esta velocidade, será possível viajar de Paris e Tóquio em menos de
duas horas e meia e de Paris a Nova Iorque em uma hora e meia. Os
bilhetes para estes percursos deverão custar entre 6000 e 8000 euros.
Criado pelo consórcio europeu EADS - European Aeronautic Defence and
Space Company, dono da Airbus, o aparelho tem ainda outra vantagem além
da rapidez: baixas emissões de gases contaminantes para a atmosfera.
O novo aparelho irá voar a uma altitude de 32 quilómetros acima do
nível do mar, característica que lhe permite não contaminar a atmosfera.
A questão ambiental está também salvaguardada na descolagem. O avião
vai levantar voo através de turbinas alimentadas por um produto feito à
base algas marinhas.
O Concorde foi último avião supersónico a funcionar comercialmente, tendo sido desactivado em 2003. O outro era russo, chamava-se Tupolev Tu-144, e foi desactivado ainda nos anos 70. Ambos não ultrapassavam o Mach 2.
O Concorde foi último avião supersónico a funcionar comercialmente, tendo sido desactivado em 2003. O outro era russo, chamava-se Tupolev Tu-144, e foi desactivado ainda nos anos 70. Ambos não ultrapassavam o Mach 2.

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